28/08/2026
A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) aprovou medidas estratégicas fundamentais para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as principais decisões consolidadas pelos gestores das esferas federal, estadual e municipal, destacam-se a pactuação da nova Política Nacional de Informação e Saúde Digital e a expansão do financiamento e da oferta de diversos medicamentos essenciais para a população.
A implementação da Política Nacional de Informação e Saúde Digital surge como um marco de modernização para o sistema público de saúde. O objetivo central é integrar dados, conectar os serviços prestados em todo o território nacional e aproximar os cuidados do cidadão. A iniciativa garante o acesso seguro e estruturado das secretarias estaduais e municipais à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O processo assegura a proteção e o sigilo das informações do paciente, respeitando as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Para viabilizar a infraestrutura e reduzir as assimetrias regionais, o Ministério da Saúde prevê o repasse de recursos e investimentos direcionados aos fundos locais de saúde.
Além da transformação digital, a reunião da CIT resultou em desdobramentos diretos na assistência farmacêutica. Foi aprovado o financiamento de tratamentos para doenças graves e crônicas pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. Entre os medicamentos pactuados estão a Ciclofosfamida, Azatioprina, Rituximabe e o Metotrexato (em diferentes dosagens e formulações) para o tratamento de vasculites. Também passaram a integrar a lista o Adalimumabe e o Metotrexato para uveítes não infecciosas, o Ciclossilicato para paciente com doença renal crônica e o Infliximabe subcutâneo voltado ao tratamento da doença de Crohn.
No âmbito do Componente Estratégico, também foi pactuado o financiamento do medicamento Succimer (ácido meso-2,3-dimercaptossuccínico ou DMSA), indicado para casos de intoxicação aguda por mercúrio.
A agenda de debates incluiu outros avanços importantes no planejamento da saúde pública, como a criação da Rede Nacional de Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (Rede Vigidesastres) e ações focadas no controle de doenças como tuberculose e hepatite B. O conjunto de decisões reforça a coordenação conjunta entre União, estados e municípios para garantir maior eficiência na gestão, equidade no atendimento e inovação nos serviços do SUS.