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Brasil registra 73 mil empregos formais em maio, em pior resultado para o mês

Por Guilherme Kalel

01/07/2026

A economia brasileira registrou a criação de 73 mil empregos formais no mês de maio, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego. O saldo é o resultado de 2,2 milhões de contratações contra 2,13 milhões de demissões ocorridas no período. Apesar do saldo positivo, o número representa o pior desempenho para os meses de maio desde o ano de 2020, quando o mercado de trabalho foi fortemente impactado pela pandemia.

Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando haviam sido geradas 153,1 mil vagas com carteira assinada, houve uma queda de 52,3%. Analistas apontam que as comparações com períodos anteriores a 2020 não são recomendadas devido a mudanças na metodologia de captação de dados adotada pelo governo federal.

De acordo com a avaliação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o recuo na geração de postos de trabalho em maio está diretamente ligado aos efeitos de uma política de juros altos no cenário doméstico e a fatores internacionais, como as barreiras tarifárias estabelecidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que geraram repercussões no mercado global.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, entre janeiro e maio, o Brasil abriu 767,32 mil vagas formais. O montante também demonstra desaceleração, com uma retração de 28% diante do mesmo intervalo do ano anterior, período em que o saldo de contratações foi de 1,07 milhão. Ao término de maio, o estoque total de empregos com carteira assinada no país atingiu a marca de 47,87 milhões de postos ativos.

O levantamento apontou ainda que o salário médio de admissão no mês ficou em R$ 2.384,10. O valor indica uma redução real, ajustada pela inflação, quando comparado ao mês anterior, cujo rendimento médio inicial era de R$ 2.402,07. Por outro lado, na comparação anual, o salário de contratação apresentou crescimento em relação aos R$ 2.348,12 registrados no mesmo mês do ano anterior.

Os dados apresentados pertencem ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, que contabiliza exclusivamente vagas no mercado formal. Por esse motivo, os indicadores não guardam relação direta com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que inclui trabalhadores informais e apontou uma taxa de desocupação de 5,6% para o trimestre encerrado em maio.