28/08/2026
A taxa de desocupação no Brasil apresentou uma nova queda e fechou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho de 2026. O resultado representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril (5,8%) e um recuo de 0,3 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior (5,6%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice de 5,3% é o menor já registrado para o trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Com essa retratação, a população desocupada caiu para 5,8 milhões de pessoas, o que equivale a um recuo de 8% (menos 503 mil pessoas) na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, e uma queda de 4,9% (menos 299 mil pessoas) ante o mesmo trimestre de 2025.
Além da queda do desemprego, o país alcançou marcas históricas na ocupação do mercado de trabalho. A população ocupada atingiu 103,3 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O segmento de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado também bateu recorde, somando 39,4 milhões de trabalhadores.
Outro ponto destacado pela pesquisa foi a redução do contingente de pessoas desalentadas, ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego devido às dificuldades do mercado. A população desalentada caiu para 2,3 milhões, apresentando uma redução de 14,1% em relação ao trimestre anterior, o que representa cerca de 380 mil pessoas a menos nessa situação.
No âmbito dos rendimentos, o valor médio habitual do trabalhador ficou em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho. O número indica estabilidade frente ao trimestre terminado em abril (R$ 3.786) e um avanço de 3,3% quando comparado ao mesmo período do ano passado (R$ 3.643). Por sua vez, a taxa de informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, englobando 13,7 milhões de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado.