Por Guilherme Kalel
30/06/2026
Com o avanço das tratativas diplomáticas e a perspectiva de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, o governo federal anunciou o fim imediato de parte dos subsídios temporários aplicados aos combustíveis. A medida foi motivada pela recente queda e estabilização nos preços internacionais do petróleo, com o barril do tipo Brent voltando a patamares próximos de 70 dólares após o alívio das tensões no Oriente Médio.
A primeira ação concreta da equipe econômica é a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. De acordo com o Ministério da Fazenda, a regulamentação será publicada em portaria com validade imediata, encerrando esse primeiro incentivo. O ministro substituto da pasta, Dario Durigan, destacou que o governo continuará avaliando a retirada gradual de outros mecanismos de proteção adotados durante o auge da crise energética, o que inclui outro subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel e o incentivo de R$ 0,44 para a gasolina.
Os subsídios e desonerações emergenciais haviam sido criados para conter os impactos da volatilidade internacional e evitar que o encarecimento do petróleo fosse totalmente repassado ao consumidor brasileiro, gerando um custo bilionário aos cofres públicos. Com o desfecho positivo no cenário internacional, o foco do governo se volta para a recomposição fiscal e o controle das contas públicas.
Para assegurar que o fim dos incentivos não resulte em abusos nos postos de combustíveis, o governo informou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis fará uma fiscalização rigorosa. O objetivo é garantir que os reajustes reflitam apenas a retirada real do subsídio, impedindo que os preços sejam amplificados de forma artificial para o consumidor final.
