Por Mariana Cury
13/07/2026
O bolso dos brasileiros parece que teve finalmente, um alívio no fechamento do primeiro semestre. De acordo com os dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, registrou uma alta de 0,16% no mês de junho. O resultado aponta para uma desaceleração expressiva no custo de vida se comparado ao mês anterior, maio, quando a inflação havia acelerado 0,58%. O índice de junho também surpreendeu positivamente os analistas do mercado financeiro, que projetavam um avanço maior para o período.
A principal força por trás dessa perda de fôlego dos preços veio do grupo de alimentação e bebidas, que registrou uma queda média de 0,24% após as fortes altas vistas nos meses anteriores. Os consumidores perceberam recuos importantes em itens essenciais na mesa das famílias, como o café moído, as frutas e os cortes de carnes. Outro fator essencial para segurar o índice do mês foi o comportamento dos combustíveis, com reduções expressivas nos preços do etanol, do óleo diesel e da gasolina nas bombas.
Por outro lado, o grupo de habitação continuou pesando no orçamento, puxado especialmente pela energia elétrica residencial, embora a subida das tarifas tenha ocorrido em um ritmo bem menor do que o apurado em maio. No setor de transportes, o destaque que evitou uma queda ainda maior do índice geral foi o encarecimento das passagens aéreas.
Com o fechamento do mês, a inflação acumulada no período de doze meses cedeu ligeiramente de 4,72% em maio para 4,64% em junho. Apesar da trajetória de queda e do respiro temporário trazido pela desaceleração do custo de vida mensal, o índice acumulado ainda se encontra um pouco acima do teto da meta estipulada pelo governo para o ano. De todo modo, economistas avaliam que o comportamento mais brando dos preços em junho traz maior tranquilidade e abre espaço para discussões sobre novas flexibilizações nas taxas de juros básicas da economia nas próximas reuniões financeiras.
