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Sindicato de Minas tenta tumultuar privatização da Copasa com recurso ao Cade

09/07/2026

A empresa Equatorial contestou o recurso apresentado por um sindicato ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, contra a privatização da Copasa. A compradora alega que a entidade de classe está tentando tumultuar o processo de desestatização da companhia de saneamento mineira, cuja operação de compra de 30% das ações já recebeu o aval inicial do órgão antitruste.

O reexame do caso foi solicitado pelo sindicato sob o argumento de que haveria uma suposta ligação e omissão de informações sobre o mercado de saneamento. Em resposta, a Equatorial rebateu as acusações afirmando que empresas como Perfin e Corsan não fazem parte do seu grupo, reforçando a inexistência de controle comum, vínculos societários, contratuais ou de governança que justificassem uma análise conjunta de suas atividades.

Representantes dos trabalhadores chegaram a articular uma força-tarefa em Brasília em busca de apoio político e jurídico, consultando inclusive a Advocacia-Geral da União, a AGU. No entanto, o grupo foi informado de que a AGU só tem atribuição para atuar junto ao colegiado do Cade na fase de Acordo em Controle de Concentração, que serve para ajustar os termos de negócios que possam gerar concentração de mercado excessiva.

Para assumir 30% de controle da Copasa, a Equatorial se comprometeu a pagar R$ 5,9 bilhões ao governo de Minas Gerais. Somados aos 15% que foram vendidos pelo poder executivo de forma pulverizada diretamente no mercado, o valor total da operação de desestatização atingiu a marca de R$ 8,3 bilhões.